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Estudos originais ↗

Como parar de cobrar barato na estética automotiva

Foto do escritor: Wanderson Gomes
Wanderson Gomes
há 1 dia
5 min de leitura

Cobrar barato é um dos problemas mais comuns de quem começa na estética automotiva. No início, isso até pode fazer sentido para conquistar clientes, ganhar experiência e colocar a operação para rodar. O problema começa quando a empresa evolui, os custos aumentam, a qualidade do serviço melhora e o preço continua praticamente o mesmo.

Mas existe uma diferença importante: parar de cobrar barato não é a mesma coisa que começar a cobrar caro. O objetivo é chegar a um preço que faça sentido para a estrutura, para a entrega e para o posicionamento da sua estética automotiva.

Em resumo, para parar de cobrar barato:

  • faça as contas de custo antes de reajustar;

  • suba o preço aos poucos, e não da noite para o dia;

  • aplique o novo valor primeiro aos clientes novos, se eles estiverem chegando;

  • melhore a entrega junto com o preço;

  • avise e explique o reajuste para os clientes atuais.

Pessoa fazendo contas com calculadora e notebook no balcão de uma estética automotiva
Imagem ilustrativa.

Não aumente o preço da noite para o dia

Se a sua empresa já está rodando há algum tempo, os seus clientes já se acostumaram ao valor que você pratica. Quando um serviço que sempre custou R$ 100 passa de uma hora para outra a custar R$ 180 ou R$ 200, é natural que uma parte desses clientes questione o que mudou.

Na prática, um reajuste muito brusco pode gerar exatamente o efeito contrário ao que você queria. Em vez de melhorar o faturamento, você cria buracos na agenda porque clientes antigos decidem procurar outra empresa.

Se você tem clientes novos chegando, use isso a seu favor

Em operações que acompanhamos, uma estratégia que funcionou bem foi fazer a transição de preço pelos clientes novos. Primeiro, trabalhamos para aumentar a demanda e encher a agenda no preço que já era praticado. A partir daí, os novos clientes que chegavam pela internet já recebiam o valor reajustado.

Com o tempo, conforme a nova faixa de preço ia sendo validada, os clientes antigos também eram comunicados e migravam gradualmente para os novos valores. Não foi uma mudança da noite para o dia. Foi um processo cíclico, planejado e com a empresa preparada para eventualmente perder alguns clientes que estavam muito presos ao preço antigo.

Entrega das chaves do carro ao cliente
Imagem ilustrativa.

Aumente o valor percebido junto com o preço

Outro ponto importante é que o aumento de preço precisa vir acompanhado de evolução real na entrega. Em alguns casos, por exemplo, foram introduzidos produtos de maior qualidade na operação: selantes com melhor desempenho, vitrificadores mais consistentes e produtos de higienização com ação mais eficiente.

Quando o cliente percebe que existe melhoria na qualidade, na durabilidade da proteção, no acabamento, no brilho ou na eficiência do serviço, o reajuste deixa de parecer apenas um aumento e passa a fazer parte de uma evolução da empresa.

E se você não tem clientes novos entrando?

Nesse caso, o cuidado precisa ser ainda maior. Se você depende principalmente da sua base atual, não dobre o preço de uma vez. Avise o cliente, explique o motivo do reajuste e faça a mudança de forma gradual.

Imagine um serviço que hoje custa R$ 100. Em vez de saltar imediatamente para R$ 180, você pode passar para R$ 120 e, ao longo dos meses, continuar ajustando conforme a operação evolui e o mercado responde. Depois de um ano, esse mesmo serviço pode chegar a R$ 160, R$ 180 ou até R$ 200 — desde que a sua entrega realmente sustente esse valor.

O ponto não é seguir números fixos, mas entender que uma transição gradual costuma ser muito mais saudável para o relacionamento com o cliente e para o caixa da empresa.

Seu fornecedor reajustou. Isso não significa que você precisa dobrar o preço

Produtos, impostos, taxas, dólar, energia e outros custos mudam. Em algum momento, isso vai obrigar você a reajustar o valor dos seus serviços. Só que existe uma diferença entre repassar um aumento real de custo e usar o reajuste como justificativa para um salto sem proporção.

Pense no próprio mercado. O lojista que vende os produtos para você normalmente não dobra o preço de uma hora para outra, porque sabe que os clientes podem comprar em outro lugar. O mesmo raciocínio vale para distribuidores, importadores e fabricantes. Os reajustes costumam acontecer em etapas.

O seu cliente também vive no mundo real. Ele paga aluguel, oficina, supermercado, combustível, serviços e produtos que passam por reajustes. Ele entende que preços sobem. Mas também percebe quando o aumento parece exagerado e sem uma justificativa plausível.

Problema financeiro da empresa não é responsabilidade do cliente

Se você teve um revés financeiro, comprou um equipamento errado, assumiu uma dívida ou simplesmente percebeu que ficou muito tempo cobrando abaixo do necessário, isso precisa entrar no seu planejamento. Não é correto tentar recuperar esse problema de uma vez em cima da mesma base de clientes.

O cliente paga pelo serviço que contratou e pelo valor que percebe naquela entrega. Profissionalismo também significa separar a necessidade financeira da empresa daquilo que realmente pode ser cobrado pelo serviço.

Tenha equilíbrio e faça conta

Quem consome estética automotiva sabe fazer conta. O cliente pode não conhecer a sua diluição, o seu custo por aplicação ou a sua margem, mas ele consegue comparar preços, observar concorrentes e perceber quando um reajuste parece fora da realidade.

Por isso, antes de aumentar, faça as contas. Entenda os seus custos, avalie a demanda, observe a capacidade da agenda, melhore a entrega e construa o novo preço de forma sustentável. Parar de cobrar barato não é escolher um número alto. É construir uma operação capaz de sustentar o preço que você quer cobrar.

Quer continuar evoluindo sua estética automotiva?

Aqui no blog da Pistão Web, você encontra muitos outros conteúdos sobre marketing, precificação, produtos e posicionamento estratégico para o mercado de estética automotiva.

Continue explorando nossos conteúdos. Tem muita informação gratuita por aqui para ajudar você a enxergar novas oportunidades, melhorar seu posicionamento e desenvolver o seu negócio.

Perguntas frequentes sobre reajuste de preço

Como aumentar o preço sem perder clientes?

Faça a transição de forma gradual. Se você tem clientes novos chegando, aplique o novo valor primeiro a eles e migre a base antiga aos poucos, com aviso e explicação.

Quanto posso aumentar o preço de uma vez?

Não existe um percentual fixo. Como exemplo, um serviço de R$ 100 pode passar para R$ 120 e continuar sendo ajustado ao longo dos meses, conforme a entrega melhora e o mercado responde, em vez de saltar direto para R$ 180.

Como avisar os clientes sobre o reajuste?

Avise antes e explique o motivo: custos que subiram, produtos melhores ou evolução na entrega. Quando o cliente percebe uma melhoria real, o reajuste passa a fazer parte da evolução da empresa.

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Texto: Wanderson Gomes, sócio da Pistão Web, assessoria de marketing que há 4 anos trabalha exclusivamente com estéticas automotivas.

 
 
 

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