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Estudos originais ↗

Potencial de mais de R$ 2 milhões em serviços de estética automotiva para carros elétricos e híbridos novos em Florianópolis e na Grande Florianópolis

Foto do escritor: Wanderson Gomes
Wanderson Gomes
há 9 horas
8 min de leitura
Carro elétrico compacto estacionado em avenida à beira-mar com ponte pênsil ao fundo
Imagem ilustrativa gerada com IA.

E aí, comandante, o número do título chamou a atenção?

Pois é. E o mais interessante é que essa conta parte de um cenário bastante conservador.

Florianópolis e os demais municípios da Grande Florianópolis registraram, juntos, 4.299 veículos eletrificados emplacados em 2025.

Agora imagine que uma pequena parte dessa frota tenha contratado apenas quatro serviços: vitrificação, PPF (película de proteção de pintura) localizado, película premium e lavagem detalhada.

Só isso já representa uma oportunidade de mais de R$ 2 milhões para o mercado de estética automotiva da região.

Antes de entrar nas contas, um ponto importante: os emplacamentos vêm do painel da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico) e as fontes estão no final do texto. Já os valores dos serviços são projeções da Pistão Web. Eles não representam o faturamento confirmado das estéticas da região, mas ajudam a enxergar o tamanho possível desse mercado.

E a gente não forçou a barra. Na maior parte dos cálculos, consideramos apenas 10% da frota nova de eletrificados que entrou em circulação durante o ano.

Vamos aos números.

Um mercado regional, um número só

Para este estudo, Florianópolis e a Grande Florianópolis serão tratadas como um único mercado regional.

A conta reúne a capital e os outros 21 municípios que formam o núcleo metropolitano e a área de expansão definidos pela legislação catarinense.

Portanto, o número usado do começo ao fim será 4.299 eletrificados.

Florianópolis já está incluída nesse total. Não existe uma segunda conta para a capital e os valores não serão somados novamente.

Uma conta conservadora que já passa de R$ 2 milhões

Vitrificação: quase R$ 860 mil

Se apenas 10% dos 4.299 veículos eletrificados da região fizessem vitrificação, com ticket médio de R$ 2.000, estaríamos falando de aproximadamente 430 serviços.

O resultado seria de quase R$ 860 mil somente em vitrificação.

PPF localizado: cerca de R$ 215 mil

Aqui não estamos falando de full PPF.

A conta considera serviços menores, como concha de maçaneta, soleira, quinas, faróis, black piano e outras áreas de contato.

É claro que alguns proprietários fazem proteções maiores. Mas a proposta deste estudo é trabalhar com os pés no chão.

Se 10% da frota contratasse um serviço de PPF localizado, com ticket médio de R$ 500, o mercado potencial seria de aproximadamente R$ 215 mil.

Película premium: mais de R$ 600 mil

Películas de maior valor agregado, como nano cerâmica e nano carbono, também entram nessa conta.

Com adesão de apenas 10% da frota e ticket médio de R$ 1.400, seriam aproximadamente 430 instalações, movimentando mais de R$ 601 mil.

Lavagem detalhada: cerca de R$ 387 mil

Na lavagem, fomos ainda mais conservadores.

Imagine que apenas 25% dos proprietários levassem o carro a uma estética automotiva duas vezes no ano. Com ticket médio de R$ 180, teríamos aproximadamente 2.150 lavagens, ou cerca de R$ 387 mil.

Somando tudo:

  • Vitrificação: aproximadamente 430 serviços — R$ 859.800.

  • PPF localizado: aproximadamente 430 serviços — R$ 214.950.

  • Película premium: aproximadamente 430 serviços — R$ 601.860.

  • Lavagem detalhada: aproximadamente 2.150 serviços — R$ 386.910.

  • Total projetado: R$ 2.063.520.

Fonte: projeção da Pistão Web a partir dos emplacamentos do painel ABVE Data (consulta em 24 de setembro de 2026); taxas de adesão e tickets médios definidos pela Pistão Web.

E essa conta considera apenas os 4.299 eletrificados novos emplacados em 2025.

Ficaram de fora higienização interna, proteção de couro e tecido, coating de rodas e vidros, polimento, manutenção de vitrificação e vários outros serviços que uma estética automotiva pode oferecer.

Ou seja, comandante: existe uma nova fatia do mercado crescendo na região. E há espaço para conquistar uma parte dela.

Onde essa frota está mais concentrada?

Embora a conta considere Florianópolis e a Grande Florianópolis como um único mercado, vale entender onde essa frota está mais presente.

São José registrou 666 unidades, Palhoça chegou a 393 e Biguaçu teve 94. Quando somamos Florianópolis, São José e Palhoça, as três cidades representam 90% de todo o mercado regional.

Essa distribuição não cria uma segunda projeção. Ela apenas ajuda a visualizar onde a comunicação pode encontrar mais proprietários de eletrificados dentro do mercado regional de 4.299 veículos.

Município

Emplacamentos

Participação

Florianópolis

2.811

65,4%

São José

666

15,5%

Palhoça

393

9,1%

Biguaçu

94

2,2%

Demais municípios

335

7,8%

Total

4.299

100,0%

Fonte: ABVE Data, Geografia da Eletromobilidade (consulta em 24 de setembro de 2026); percentuais calculados pela Pistão Web.

Quais carros estão puxando esse movimento?

O mercado de eletrificados já deixou de ser algo distante. Ele está circulando pela região — e os modelos mais emplacados mostram isso com bastante clareza.

Os dez líderes de Florianópolis e da Grande Florianópolis em 2025 foram:

1. BYD Song: 770 unidades.

2. BYD Dolphin Mini: 602 unidades.

3. GWM Haval H6: 549 unidades.

4. BYD Dolphin: 318 unidades.

5. BYD King: 181 unidades.

6. Toyota Corolla Cross: 178 unidades.

7. Omoda Jaecoo Jaecoo 7: 145 unidades.

8. Volvo EX30: 116 unidades.

9. GWM Tank 300: 92 unidades.

10. BYD Yuan: 91 unidades.

Somente o Top 10 reuniu 3.042 veículos, equivalentes a 70,8% de todos os eletrificados emplacados na região.

Isso mostra uma mistura interessante de perfis: SUVs híbridos de maior ticket convivendo com compactos 100% elétricos de maior volume.

Para a estética automotiva, essa combinação abre espaço tanto para serviços de entrada e recorrência quanto para proteções mais completas e de maior valor agregado.

A BYD concentrou 47,6% do mercado regional. Somada à GWM, as duas fabricantes responderam por 64,1% dos emplacamentos.

Quase quatro em cada dez já são 100% elétricos

Dos 4.299 eletrificados emplacados em Florianópolis e na Grande Florianópolis:

  • 2.013 eram híbridos plug-in, equivalentes a 46,8%.

  • 1.643 eram 100% elétricos, equivalentes a 38,2%.

  • 410 eram híbridos convencionais, equivalentes a 9,5%.

  • 233 eram híbridos flex, equivalentes a 5,4%.

Entre os veículos 100% elétricos, Dolphin Mini e Dolphin lideraram com folga. Juntos, os dois modelos somaram 920 unidades, ou 56% de todos os BEV da região.

Os compactos elétricos costumam ter uma relação forte com o uso urbano. Lavagem de manutenção, cuidados internos, proteção de vidros, película e PPF em áreas de contato podem funcionar como portas de entrada.

Ao mesmo tempo, Song, Haval H6, King, Corolla Cross, Jaecoo 7, EX30 e outros SUVs reforçam o espaço para serviços de proteção e maior ticket.

O segundo semestre acelerou

O mercado regional registrou 1.694 eletrificados no primeiro semestre e 2.605 no segundo.

Ou seja, a segunda metade do ano ficou 53,8% acima da primeira.

Dezembro foi o melhor mês, com 616 emplacamentos — 58,8% acima de novembro.

BYD Dolphin, carro 100% elétrico, estacionado
Imagem ilustrativa. Foto: Trustable / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).

Isso não quer dizer que todos os meses futuros vão seguir o mesmo ritmo. Mas mostra que a entrada de eletrificados ganhou força durante o ano.

Elétrico continua tendo pintura, vidro, roda e acabamento

O carro elétrico continua tendo pintura, vidro, roda, plástico, borracha e acabamento interno. Boa parte dos serviços já conhecidos pelo profissional de estética continua fazendo sentido.

Mas isso não significa que todo carro possa ser tratado exatamente da mesma forma.

Alguns eletrificados utilizam materiais reciclados, plásticos com composições diferentes e revestimentos que pedem mais atenção. Por isso, não dá para aplicar qualquer produto apenas porque ele funcionou em outro veículo.

É preciso entender a superfície, o produto, a diluição e o processo correto. Quando houver dúvida, vale consultar também a recomendação do fabricante.

Você não precisa transformar a sua empresa em uma estética exclusiva para carros elétricos. Mas precisa estar preparado para atender esse público com segurança.

Profissional aplica película de proteção na maçaneta de um carro elétrico
Imagem ilustrativa gerada com IA.

Quem entende a tecnologia vende melhor

Quem compra um elétrico ou híbrido costuma pesquisar bastante. Autonomia, consumo, tecnologia, tempo de recarga, custo de manutenção e economia fazem parte da decisão.

Em geral, é um cliente que gosta de fazer conta e entender o que está comprando. Para a estética automotiva, isso pode ser muito positivo.

Não basta dizer: “Essa película custa R$ 1.400”.

Explique a tecnologia, o conforto, a proteção e o benefício. Mostre o que muda no uso do veículo e por que aquele serviço faz sentido.

Esse cliente tende a valorizar mais a proposta quando entende o processo.

Um serviço pequeno pode abrir anos de relacionamento

Nem todo dono de elétrico vai chegar querendo um full PPF. E está tudo bem.

Talvez ele comece protegendo a concha da maçaneta. Depois faça a soleira, o black piano e os faróis. Mais adiante, pode partir para a frente do carro, o para-brisa ou uma proteção maior.

O erro é olhar apenas para o valor daquele primeiro serviço. O que importa é o potencial de relacionamento com o cliente ao longo dos próximos anos.

Película premium também pode ser uma excelente porta de entrada. Nano cerâmica, nano carbono e outras soluções podem contribuir para conforto térmico, proteção contra raios UV e redução da carga de calor dentro do veículo.

Isso não significa prometer que a película vai transformar a autonomia do carro. A conversa precisa ser responsável. Mas existe uma relação entre conforto térmico, uso da climatização e consumo de energia — e esse público costuma se interessar por explicações bem fundamentadas.

A oportunidade não termina quando o ano muda

Talvez este seja o ponto mais importante do estudo: esses 4.299 veículos não desaparecem quando o ano termina.

Eles continuam circulando. Continuam lavando, riscando, sofrendo desgaste e precisando de manutenção.

Depois chegam os veículos emplacados em 2026. Em seguida, os de 2027, 2028 e assim por diante.

Essa frota se acumula. Portanto, o tamanho da oportunidade não está apenas nos carros novos de um único ano, mas no mercado que vai se formando à medida que mais eletrificados entram em circulação.

Quem se prepara agora chega antes

Na minha opinião, o profissional de estética automotiva não precisa trabalhar apenas com carros elétricos. Mas precisa entender que existe uma nova parcela de consumidores comprando, usando e se relacionando com o mercado automotivo.

Tem carro novo. Tem material novo. Tem comportamento novo. E tem uma nova oportunidade de serviço.

Quem começar a estudar esse movimento agora pode estar muito mais preparado quando essa frota crescer ainda mais.

Wanderson — Pistão Web

Quer atrair esse público para a sua estética?

Se você atende Florianópolis, São José, Palhoça ou outra cidade da região e quer começar a conversar com proprietários de carros elétricos e híbridos, chama a Pistão e vamos trocar uma ideia.

Aqui na Pistão Web, a gente transforma dados de mercado, frota e comportamento em oportunidades reais para quem vive de estética automotiva.

E este é apenas um dos nossos estudos.

Como este estudo foi feito

O levantamento considera veículos leves registrados entre janeiro e dezembro de 2025. No painel ABVE Data, foram consideradas as tecnologias BEV, PHEV, HEV e HEV Flex.

A conta reúne Florianópolis e os outros 21 municípios que formam o núcleo metropolitano e a área de expansão definidos pela legislação catarinense.

Núcleo metropolitano: Águas Mornas, Antônio Carlos, Biguaçu, Florianópolis, Governador Celso Ramos, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, São José e São Pedro de Alcântara.

Área de expansão: Alfredo Wagner, Angelina, Anitápolis, Canelinha, Garopaba, Leoberto Leal, Major Gercino, Nova Trento, Paulo Lopes, Rancho Queimado, São Bonifácio, São João Batista e Tijucas.

O total de 4.299 veículos não inclui os micro-híbridos MHEV, seguindo a metodologia adotada pela ABVE.

Emplacamento não significa necessariamente compra por um consumidor particular residente no município. Os dados podem incluir empresas, locadoras, frotas e veículos registrados em uma cidade que circulam em outras regiões.

As taxas de adesão (10% e 25%) e os tickets médios (R$ 2.000, R$ 500, R$ 1.400 e R$ 180) são premissas da Pistão Web para um cenário conservador, definidas a partir da experiência com estéticas automotivas, e não médias de mercado medidas. Os percentuais foram calculados pela Pistão Web sobre o total de 4.299 veículos.

Levantamento e análise: Wanderson Gomes, da Pistão Web, que há 4 anos trabalha exclusivamente com estéticas automotivas. Período dos dados: janeiro a dezembro de 2025. Última atualização: 5 de novembro de 2026.

Emplacamentos por tecnologia

  • PHEV — híbrido plug-in: 2.013 emplacamentos, ou 46,8%.

  • BEV — 100% elétrico: 1.643 emplacamentos, ou 38,2%.

  • HEV — híbrido convencional: 410 emplacamentos, ou 9,5%.

  • HEV Flex: 233 emplacamentos, ou 5,4%.

  • Total regional: 4.299 emplacamentos.

Fontes

ABVE Data — Geografia da Eletromobilidade: https://abve.org.br/abve-data/bi-geografia-da-eletromobilidade/

Lei Complementar nº 495/2010 — composição da Região Metropolitana de Florianópolis: https://leis.alesc.sc.gov.br/ato-normativo/17156

Consulta ao painel ABVE Data realizada em 24 de setembro de 2026. O painel pode receber revisões retroativas.

Como citar: GOMES, Wanderson. Potencial de mais de R$ 2 milhões em serviços de estética automotiva para carros elétricos e híbridos novos em Florianópolis e na Grande Florianópolis. Pistão Web, 2026. Dados: ABVE Data, Geografia da Eletromobilidade, janeiro a dezembro de 2025 (consulta em 24 de setembro de 2026).

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