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EPI para Estética Automotiva: Você Está Realmente Protegido no Dia a Dia?

  • Foto do escritor: José Gabriel
    José Gabriel
  • há 1 dia
  • 6 min de leitura

Fala, Comandante!


Lá em janeiro de 2023 publicamos aqui no blog da Pistão um conteúdo sobre a importância dos EPIs na estética automotiva.


De lá pra cá, o mercado evoluiu bastante. Hoje muitos profissionais não trabalham apenas com lavagem: entram na rotina polimento, higienização, coatings, limpeza pesada, lavagem de chassis e uma série de procedimentos que aumentam o contato com produtos químicos, máquinas e ambientes de risco.


Por isso, está mais do que na hora de atualizar esse assunto.


E já vamos deixar uma coisa clara: falar de EPI para estética automotiva não é falar de usar luva preta só porque fica bonito no vídeo.


É falar de proteger quem trabalha todos os dias dentro da operação.


EPI para Estética Automotiva: Quais EPIs são importantes?

Não existe um kit universal que sirva para absolutamente todas as situações, o EPI correto depende da atividade.


Quem está fazendo uma lavagem externa enfrenta riscos diferentes de quem passa horas polindo. E quem trabalha embaixo de um veículo durante uma lavagem de chassis está em outro nível de exposição.


Por isso, mais importante do que decorar uma lista é entender o risco de cada serviço.


Luva nitrílica: básica, mas muito importante

mãos com luvas nitrílicas epi para estética automotiva aplicando coating cerâmico em um aplicador de espuma

A luva nitrílica é uma das mais utilizadas na estética automotiva e faz bastante sentido para a rotina profissional.


Ela ajuda a reduzir o contato da pele com sujeira, óleos e diversos produtos utilizados no detalhamento.

Mas existe um detalhe importante: nitrila não significa proteção contra qualquer químico.


Dependendo do produto, da concentração e do tempo de exposição, pode ser necessário utilizar uma luva mais espessa ou até outro material, como o PVC.


Aquela luva descartável fininha usada na aplicação de coating não deve ser automaticamente considerada adequada para trabalhar com um desincrustante ácido forte.


Quando houver dúvida, consulte a FDS — Ficha com Dados de Segurança — do produto.


Calçado adequado também faz diferença

calçado de segurança tipo tênis

Quem trabalha com estética automotiva passa boa parte do dia em pé, andando sobre piso molhado e mudando de posição o tempo todo.


Por isso, o calçado precisa combinar proteção e conforto.


Em áreas molhadas, é importante utilizar modelos adequados ao ambiente, com boa aderência e resistência compatível com os produtos utilizados.


Em algumas operações, botas impermeáveis de PVC também podem ser indicadas.


Pode parecer detalhe, mas depois de oito ou dez horas trabalhando, seu corpo percebe rapidamente a diferença entre um calçado adequado e aquele tênis velho colado com supor bonder que você decidiu aposentar da vida social e promover a ‘calçado oficial da estética’.


Protetor auricular: sua máquina também entra na conversa

Politrizes, aspiradores, compressores, extratoras e outros equipamentos podem gerar bastante ruído.


Dependendo da intensidade e do tempo de exposição, a utilização de protetores auriculares ou abafadores de ruído pode ser necessária.


E vamos combinar uma coisa?

Sabe aquela Flex antiga que você tem aí? Aquela que tem força de um canhão, provavelmente vai durar mais 20 anos e você se recusa a trocar porque ‘máquina igual essa não fazem mais’?

Pois é. Talvez seus ouvidos não estejam tão apaixonados por ela quanto você Comandante.




A brincadeira serve para lembrar de algo sério: exposição constante a ruído também faz parte dos riscos da profissão.


Óculos de proteção: um investimento simples

Respingo acontece, e isso é fato!


Na lavagem, na aplicação de produto em spray, na limpeza de rodas, caixas de roda ou durante processos químicos mais pesados.


E basta uma gota no lugar errado para transformar um serviço comum em um problemão. Por isso, óculos de proteção precisam fazer parte da rotina sempre que existir risco de respingo.


Dependendo da atividade, especialmente quando há uso de produtos químicos mais agressivos, pode ser necessária uma proteção ocular mais fechada ou até proteção facial adicional.


E é aqui que entramos em uma das atividades que exige ainda mais cuidado.


Lavagem de chassis: o cuidado precisa ser redobrado

Se sua estética oferece lavagem de chassis, a preocupação com segurança precisa aumentar bastante. Muitas vezes o trabalho é realizado com o veículo suspenso em rampas ou elevadores, enquanto o profissional trabalha em sua parte inferior.


Nesse ambiente você pode ter:

• água;

• graxa;

• óleo;

• barro;

• contaminantes acumulados;

• produtos químicos;

• névoa gerada pela pulverização;

• respingos vindos de superfícies acima do profissional.


lavagem de chasis

Além disso, é comum o uso de produtos ácidos, alcalinos e dos populares limpa-baú mais potentes, conhecidos no mercado por nomes como Intercap e Solupan. O problema é que esses produtos não ficam simplesmente parados onde foram aplicados.


Na pulverização, podem ocorrer névoas, gotas e respingos. O produto ainda entra em contato com contaminantes presentes na parte inferior do veículo e tudo isso acontece próximo do rosto, dos olhos e da pele do profissional.


Por isso, esse tipo de serviço exige muito mais atenção.


Proteção para lavagem de chassis

Dependendo do produto utilizado e da análise do risco, podem ser necessários:

• macacão ou vestimenta resistente ao agente químico;

• manga longa;

• luvas de segurança compatíveis com o produto;

• botas impermeáveis;

• proteção facial;

• proteção respiratória adequada.


Materiais como PVC e borracha nitrílica são utilizados em diferentes tipos de equipamentos de proteção, mas não existe uma regra de que eles sejam compatíveis com qualquer produto.


De novo: consulte a FDS.


E a máscara? Aqui mora muita informação errada

Esse é provavelmente um dos pontos que mais merece atenção.


Máscara contra pó não é automaticamente máscara para produto químico.
respirador para pó

Respiradores do tipo PFF são utilizados principalmente contra partículas, dentro das condições para as quais foram certificados. Quando há gases ou vapores químicos, pode ser necessário utilizar respiradores com filtros específicos.


Em algumas situações pode ser necessário combinar proteção para partículas com filtros químicos.

E aqui vale um alerta: não compre uma máscara simplesmente porque na embalagem aparece ‘carvão ativado’ e conclua que ela protege contra qualquer produto químico.


A proteção respiratória correta depende do contaminante, da concentração, do tempo de exposição e das orientações do fabricante.


Por isso, em operações mais críticas, especialmente envolvendo funcionários, é recomendável buscar orientação profissional de segurança do trabalho.


respirador semifacial 3M para estética automotiva e lavagem de chassi para gases e névoas

Produto químico na pele ou no olho não é brincadeira

Um pequeno respingo pode causar irritação, dermatite e, dependendo do produto, até queimaduras ou lesões mais graves.


E aquela velha frase ‘uso isso há dez anos e nunca aconteceu nada’ não é um argumento muito bom.


EPI existe justamente porque o acidente normalmente acontece quando ninguém está esperando.


Além de fornecer os equipamentos corretos, é importante que a equipe saiba quais produtos está utilizando, onde encontrar a FDS e quais procedimentos seguir em caso de acidente.


Segurança começa também na escolha do produto

Quando um dono de estética escolhe um produto, normalmente pensa em:

• preço;

• diluição;

• rendimento;

• poder de limpeza;

• acabamento.


Mas existe outra variável importante: segurança para quem vai utilizar aquele produto diariamente. Escolher fabricantes que investem em desenvolvimento, documentação e redução de substâncias preocupantes também é uma forma de cuidar da equipe.


Um exemplo dentro do mercado de car care é a SONAX, que coloca segurança ocupacional e sustentabilidade entre os pilares de desenvolvimento de seus produtos.


A empresa informa que suas formulações são livres de matérias-primas PFAS, uma ampla família de substâncias fluoradas nocivas que vêm recebendo cada vez mais atenção devido à persistência ambiental e aos possíveis impactos associados a determinados compostos.


Coating cerâmico SONAX livre de Teflon e PFAS

Isso mostra que produto profissional não precisa ser avaliado apenas por brilho, repelência ou poder de limpeza.


Quem aplica aquele produto todos os dias também precisa entrar na conta!


Seu cliente percebe quando sua operação é profissional

Imagine duas estéticas.


Na primeira, funcionários trabalham de chinelo, produtos estão em garrafas sem identificação e ninguém utiliza proteção adequada. Daqueles produtos altamente duvidosos que geralmente alguém passa na rua com uma S10 veia vendendo.


Na segunda, a equipe está uniformizada, os produtos estão organizados, os equipamentos corretos são utilizados e existe procedimento.


Agora seja sincero Comandante, qual delas transmite mais profissionalismo?


Isso também é posicionamento! Não adianta querer cobrar por serviços premium se a operação continua parecendo improvisada.


Quer crescer? Comece a pensar como empresa

Esse texto ficou longo e já vou encerrar ele por aqui. Mas como sempre, antes vamos para nosso momento jabá...


Aqui na Pistão a gente bate muito nessa tecla. Se você quer crescer no mercado de estética automotiva, precisa começar a enxergar sua estética como uma empresa de verdade.


Isso passa por segurança, treinamento, equipamentos, processos, atendimento, experiência do cliente e, claro, marketing. Não adianta ser tecnicamente excelente se ninguém na sua cidade conhece seu trabalho.


A Pistão é uma assessoria de marketing especializada no mercado automotivo e ajuda estéticas automotivas, Detailers e empresas do setor a construírem posicionamento e geração de oportunidades através de estratégias como criação de sites, SEO, marketing digital, conteúdo e tráfego pago.


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